Centro de Dança Baila Comigo
Segunda-feira
Sugestões para simplificar o aprendizado; A dança de salão
Na aprendizagem de qualquer estilo de dança, é comum que o dançarino iniciante encontre algumas dificuldades quando começa a dominar os primeiros passos. Não desanime! Você só precisa ter um pouco mais de atenção e um pouquinho de paciência.
Depois de aprender os passos e tomar a iniciativa de dançar, você precisa compreender que a dança é um exercício expressivo e artístico e que a expressão é obtida quando o corpo está relaxado.
A maior parte dos principiantes mantém, em maior ou menor grau, a aparência de um manequim, ao invés de encadear os movimentos com naturalidade. O segredo deste encadeamento está principalmente em saber como mover os pés e distribuir o peso do seu corpo sobre eles. Normalmente, há uma necessidade de olhar para onde caminhamos e manter a cabeça em posições que não são adequadas para o passo nem para o correto alinhamento do corpo. Comece a olhar em direções distintas às que orientam nossa cabeça e a perder temporariamente de vista o que há na freme, da mesma maneira que um bom motorista é capaz de conduzir um automóvel. Assim, você deve dominar com destreza os movimentos que cada dança exige e antecipar aqueles que "desviam a nossa vista da estrada" para ter referências antes que os problemas ocorram.
A função da cabeça é ajudar o movimento e fazer o contrapeso nos movimentos mais fortes. O contato visual freqüente em danças como a valsa, o tango e o fox trot deve ser evitado: se você vencer a tentação de olhar constantemente para o seu par - problema de muitos dançarinos inseguros, a qualidade da dança será notável, além de reduzir a possibilidade de perder o equilíbrio, você não invadirá o espaço do seu par. Isto não quer dizer que nestas danças o olhar esteja proibido. Em algumas ocasiões é até necessário para a comunicação dos parceiros. Em danças como a rumba, o cha-cha-cha e o swing, que permitem uma separação maior entre os dançarinos, o contato visual é mais freqüente e recomendável - e não necessariamente apenas para os principiantes. Com a intenção de manter-se ereto, o aprendiz adota uma posição quase igual a de um militar na qual infla o peito e arqueia as costas para trás, o que, além de causar um efeito anti-estético, coloca em perigo a saúde, já que isso afeta a coluna e comprime as vértebras.
Outro problema encontrado é em relação ao excesso de timidez: os dançarinos normalmente aproximam os rostos mas mantém a pélvis e as pernas distantes, o que os torna arqueados para frente. Geralmente, os que adotam esta posição acham que estão perfeitamente eretos. Este defeito pode ser corrigido dançando diante de um espelho. Depois de aprender os passos, lembre-se que o Importante não é o procedimento mecânico ou acadêmico, e sim entender o espírito de cada dança e recriá-Ia com seus próprios meios e estilo, pois cada dança é, antes de mais nada, uma maneira de se expressar e se divertir.
Os pés e o corpo
O principal trabalho é realizado com os pés, mas você deve realizá-Io com sutileza. Eles conduzem o corpo e antecipam os movimentos, principalmente nos passos mais complexos. Acontece que o pé move-se antes do corpo, o que rompe a estética da dança. Se o pé é movimentado bruscamente, dará a sensação de que o corpo é conduzido por um impulso dado pelo parceiro. Para que isso não ocorra, é preciso atentar para que os joelhos estejam sempre relaxados e flexíveis, o que favorecerá a sua resposta rápida e desbloqueará os movimentos da coluna vertebral.
As posições dos pés
Para dançar com desenvoltura, você precisa saber como encadear naturalmente cada um dos diferentes movimentos. O balé clássico doou à dança uma ferramenta imprescindível (as cinco posições dos pés) que sintetiza as diferentes posições que usaremos na dança de salão. Se você dominar estes movimentos com habilidade e conseguir passar de um passo para outro com agilidade, a assimilação das diferentes danças será mais rápida.
Coleção: AS MELHORES DICAS DE DANÇA DE SALÃO
Edições del Prado
Sábado
Em busca de par para dança de salão
Já faz um tempo considerável que deixou de ser estatística e passou a ser piada o fato ter mais mulheres do que homens. No último censo do IBGE, de 2010, havia 10 mulheres para cada 8,2 homens. Eles já são minoria, mas somado a um certo preconceito e tradição machista, nas pistas de dança os homens são ainda mais escassos. Moças jovens, bonitas e boas dançarinas encontram logo um par. Mas as senhoras acabam ficando um pouco de lado. “Vou com amigas e se não levo o acompanhante não danço”, afirma as senhoras maiores de 50.
O mercado está muito carente de dançarinos. Muitas mulheres na faixa de 40, 50, 60 anos descobrem a dança, mas enfrentam a falta de par. Às vezes, para dançar, têm de trazer alguém, senão, ficam sentadas.
Mas não é essa situação que vai fazer as mulheres pararem de dançar. Por essa razão existe um novo ofício: o personal dance. Há quem chame de personal dancing ou dancer, mas, independentemente do nome, a função é a mesma: acompanhar uma mulher ou um grupo delas em festas e bailes para dançar. Para isso é cobrado um preço por hora. É muito fácil encontrar um personal dance. Basta ligar para qualquer academia ou escola de dança que lá estão eles. São professores, monitores ou bolsistas das escolas. Verdadeiros pés de valsa que, por vezes, nem diferenciam o ofício do lazer.
Quando vamos a um baile nos divertir, vamos dançar e dançamos com todo mundo, independentemente de idade.
Eles saem com uma única mulher ou um grupo delas e dançam em bailes abertos ou eventos fechados de casas de dança, casamentos, festas de formatura e aniversários. Em alguns casos, a história pode ser ainda melhor. Quando é em grupo elas racham a conta.
A dança relaxa, socializa e aumenta o bem-estar.
Segunda-feira
Carlinhos de Jesus: A dança de salão no Brasil
Rio - O ser humano está sempre em movimento: corre, anda, senta, levanta, abraça e, desde a antiguidade, quando quer expressar emoção, dança, seja para comemorar boa colheita, evocar o Deus da Luta ou louvar os espíritos. A partir de suas inúmeras vertentes, a dança traça a identidade, cultura e costumes de um povo. Há danças de Guerra, de Luto, para Rituais, Competitivas e as Danças Sociais, praticadas nos salões nobres da Europa. Esta dança — também chamada de Dança de Salão — é até hoje usada nas confraternizações, comemorações e encontros sociais.
Nos séculos passados, a dança era praticada em grandes salões, pois as evoluções coreográficas requeriam grandes espaços. As damas rodopiavam com seus figurinos bem rodados e enfeitados e os cavalheiros lhes faziam a corte ao som de polcas e valsas. A Corte Portuguesa, por volta do século XVI, trouxe da Europa professores para manter a tradição e atualizar os passos de suas danças, em aulas tanto para a corte como para o povo brasileiro. Com isto, a dança tomou um rumo bem diferente no Brasil, misturando-se às danças indígenas e africanas e desenvolvendo estilo próprio.
Com a habilidade e capacidade criativa daqui, surge a primeira dança genuinamente brasileira, o maxixe, que tem influência europeia (polca), mas torna-se uma dança imoral, indecente, tendo sido até excomungada pelo Papa da época. Destaca-se nela o passo ‘Balão Apagado’, em que o casal dança com corpos colados e girando.
Muitos anos se passaram, muitas danças evoluíram, outras foram criadas, preconceitos foram superados e hoje podemos dizer que as danças de salão têm uma grande importância na vida cultural brasileira. É uma atividade não só social, mas também profissional. Recentemente, saiu dos salões e está presente em grandes produções de cinema e TV. Criam-se novas formas, adaptações são feitas adequando-a às mudanças e demandas de seu crescimento e isso possibilita a incorporação da Dança de Salão ao mundo das artes. Há quem não goste, mas a atividade é considerada terapia, antídoto para vários males da saúde. Previne doenças articulares, respiratórias e circulatórias, eleva a autoestima, libera hormônios responsáveis pela hidratação da pele e pela libido. Dançar faz bem à saúde.
Há muitos anos havia cartazes pela cidade que diziam: “Quantas oportunidades você perdeu por não saber dançar”. Nunca uma frase de um cartaz antigo foi tão atual, pois posso dizer, de cadeira, o quanto a dança pode fazer pelas pessoas, melhorar suas vidas. Temos no Brasil enorme concentração de ritmos e danças. A dança acalenta, abraça, afaga o corpo e a alma.
Carlinhos de Jesus é dançarino, coreógrafo e diretor artístico do Lapa 40°
Fonte da Notícia - Jornal O DIA - Clique aqui
Domingo
Confraternização 2011, aniversário Prof. Jorian
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